Minha Primeira Moto My First Motorcycle
30 de agosto de 2025
Metade da década de 1970. Eu tinha uma ideia fixa na cabeça: precisava ter uma moto.
Naquele tempo, eu trabalhava como desenhista de projetos arquitetônicos e já tinha guardado algum dinheiro. Então pensei: “Pronto, chegou a hora do sonho sobre duas rodas!”.
Claro que não poderia ser qualquer moto. Tinha que ser especial, diferente, cheia de estilo. A escolhida foi uma Harley Davidson 125cc preta, modelo custom, charmosa e sedutora. Um deslumbre!
Mas... a vida adora pregar peças.
Essa Harley importada, feita para climas frios, tinha um defeito mortal: a vela de ignição simplesmente encharcava e engasgava o motor. A cada saída, eu tinha que carregar um estoque de velas na bolsa — que, aliás, ficava tão cheia que parecia um kit de ferramentas ambulante!
E veio a noite fatídica. Um rolê especial com minha namorada (hoje minha esposa). Estávamos impecáveis, de branco, para uma festa temática. Elegância pura... com velas de moto escondidas na bolsa, claro.
Na saída da balada, já de madrugada, a moto resolveu mostrar sua pior versão. Andávamos duas ou três quadras e lá ia eu trocar a vela de novo. Foram duas, três... perdi a conta. Resultado: mãos cheias de óleo queimado, roupas brancas manchadas e uma namorada justa e compreensivelmente furiosa.
No fim das contas, aprendi uma lição simples: eu adorava minha moto, mas amava ainda mais minha namorada.
Conclusão? Vendi a Harley e comprei um Fusca.
Mas isso, ah... isso já é outra história.
My First Motorcycle
It was the mid-1970s, and I had one irresistible thought stuck in my head: I needed to own a motorcycle.
At the time, I was working as a draftsman for architectural projects and had managed to save some money. That meant the dream was finally within reach.
Of course, it couldn’t be just any motorcycle. It had to be something special, unique, stylish. My choice? A black Harley Davidson 125cc custom model. Sleek, charming, irresistible.
But… life always has a twist up its sleeve.
This imported Harley, designed for colder climates, had one fatal flaw: the spark plug kept flooding, stalling the engine. To survive, I carried a stash of spare spark plugs in my bag — which soon looked like a traveling toolbox!
Then came the unforgettable night. A special date with my girlfriend (who later became my wife). We were dressed to impress, both in white, heading to a themed party. Pure elegance… with motorcycle spark plugs secretly tucked away.
Leaving the club in the middle of the night, the Harley turned into a nightmare. We could barely ride a few blocks before I had to stop and swap the spark plug again. Two, three… maybe more. By the end, my hands were covered in burnt oil, our white clothes stained, and my girlfriend rightfully furious.
In the end, the lesson was clear: I loved that bike, but I loved my girlfriend even more.
So, I sold the Harley and bought a VW Beetle.
But well… that’s another story.
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