LINGUAGEM HQ
Sou professor de desenho há doze anos. Nesse tempo, treinei bastante, aprendi muito e hoje desenho com segurança. Mas, sinceramente? Ainda não sei todas as linguagens do desenho – e é justamente isso que me move: continuar aprendendo sempre.
Minha base como designer gráfico me deu domínio sobre perspectiva e anatomia, o que me ajuda bastante. Mas criar uma HQ é outro universo. Envolve narrar com imagens, criar ritmo, compor cenas e dar vida aos personagens. São outras habilidades – e estou adorando desenvolvê-las.
Uma das melhores decisões que tomei foi investir, antes de tudo, no desenvolvimento do perfil dos personagens. Isso deixou tudo mais fácil: os diálogos fluem com mais naturalidade, e as ações e reações nas cenas acontecem quase sozinhas, como se os próprios personagens se guiassem.
Outra coisa que percebi, com a prática, é a importância de esboços mais elaborados. À medida que fui desenhando as páginas, vi como um rascunho bem trabalhado facilita (e muito!) a finalização, deixando cada quadro mais interessante e visualmente consistente.
Durante a produção, fui ajustando meu estilo, experimentando materiais e testando técnicas. Hoje, tenho preferido finalizar com canetas de 0,1 mm — elas me permitem trabalhar os detalhes com mais calma e precisão, e descobrir aos poucos onde as sombras devem cair.
Nada substitui o aprendizado que vem do fazer. Mergulhar no processo, testar, errar, refazer… é isso que realmente nos faz evoluir. E como costumo dizer aos meus alunos: desenha melhor quem desenha mais.
Estou curtindo muito esse processo de criar minha HQ Patrulha na Favela — e aprendendo ainda mais. Conforme for avançando, vou compartilhando aqui os bastidores, ideias e curiosidades sobre essa produção.
Obrigado por visitar o blog.
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